Começar a Meditar

Perguntas frequentes

Curso online

Desafio 21 dias

Texto bla bla bla

Uma Via de Consciência, Bondade e Sabedoria, que é uma Via prática para a realização do nosso melhor potencial humano, baseada no treino meditativo da consciência, no cultivo de um bom coração e no despertar da nossa sabedoria inata.

Porque Meditar


Habitualmente andamos perdidos na busca exterior da felicidade, seja através da riqueza, do conforto material, do sucesso, dos prazeres sensuais, do consumo, da fama, do poder, dos relacionamentos, da acumulação de conhecimentos, de emoções ou de qualquer outro tipo de experiências e esquecemo-nos de quão efémeros e impermanentes são esses momentos e, por isso, tão incapazes de nos proporcionar a felicidade duradoura a que tanto aspiramos.

Perdidos muitas vezes em sentimentos de ansiedade, insatisfação profunda ou mesmo depressão, característicos de uma cultura e de uma civilização que a todo o tempo nos diz que algo nos está a faltar, a meditação ensina-nos, através de vários métodos e técnicas, a descobrir uma fonte de riqueza interior que é inesgotável e capaz de atribuir um sentido e um significado inteiramente novo e refrescante à vida.

A meditação permite descobrir que somos o que procuramos e que há em nós, na pura e simples experiência de ser, uma constante fonte de felicidade da qual podemos beber sempre que nos conectemos com essa nossa natureza profunda, naturalmente plena e abundante.

A prática da meditação permite cultivar uma atenção ao momento presente e uma consciência de todas as experiências que nos desperta para uma felicidade profunda que nunca se dissipa independentemente das circunstâncias.

Cada momento das nossas vidas, e independentemente daquilo que acontece, pode ser vivido com uma paz e tranquilidade interiores que nunca nos abandonam e com uma abertura de mente e coração para a riqueza que está desde sempre presente, permitindo transformar a forma como olhamos a nós, aos outros e ao mundo.

O que é a meditação


A meditação pode ser vista de diferentes perspectivas e praticada de diferentes formas. Num sentido, pode ser considerada como a experiência de descobrir ou reconhecer que a natureza profunda da mente e do ser é a consciência. Mediante o treino de uma das suas funções centrais, a atenção, para se tornar aberta ou focada, calma e clara, a consciência pode ver e compreender claramente a si e ao mundo. Assim se liberta dos condicionamentos internos (padrões habituais de pensamento, percepção, emoção e acção-reacção, tendências e pulsões subconscientes, factores hereditários e psicofisiológicos) e externos (pressão social e formatação histórico-cultural) que impedem a fruição plena das suas qualidades profundas: liberdade, auto-conhecimento, sensibilidade, bondade amorosa e compassiva, criatividade.

A meditação é, por outras palavras, a arte de cultivar a compreensão profunda, permitindo-nos transformar padrões destrutivos, desenvolver qualidades positivas e aceder à natureza fundamental do ser, a consciência.

Para a Visão Pura a essência da meditação é a consciência. Ou seja, é a prática através da qual investigamos o corpo, a mente e o coração e experienciamos a plenitude e a riqueza da simples experiência de estarmos conscientes. A meditação não implica por isso que eliminemos as partes da vida de que não gostamos, que só experienciemos aquilo de que gostamos ou que tenhamos que nos tornar pessoas diferentes do que somos. Meditar é entrar em conexão com a nossa natureza profunda, reconhecendo que já somos plenos e realizados desde sempre.

Nesta perspectiva a meditação passa por duas fases:

- Reconhecimento de que a natureza da consciência é fundamentalmente boa e pura, fonte de felicidade verdadeira e duradoura;
- Nutrir esse reconhecimento, permitindo que as qualidades da consciência se manifestem de forma plena e impregnem toda a nossa vida.

Benefícios


A meditação está cada vez mais a ser promovida como via para a evolução espiritual, o desenvolvimento das potencialidades cognitivo-afectivas da consciência, a investigação das relações entre mente, cérebro e corpo e o melhoramento da qualidade de vida em termos psicossomáticos, com profundos e comprovados benefícios no plano da saúde, das terapias e dos cuidados paliativos, da educação e do desenvolvimento sócio-profissional, da criatividade, da liderança e da vida empresarial, da consciência ambiental e da acção social e política.

A par das experiências de sucesso em escolas, empresas, prisões e hospitais e da divulgação dos seus benefícios pela comunicação social, a meditação é objecto de um crescente interesse da comunidade científica, em particular no domínio das neurociências, psicologia, psiquiatria e medicina.

Todavia, mais importante do que os benefícios atrás indicados, é o facto de a meditação nos permitir uma experiência do mundo que não está centrada num “eu” separado de um “tu” e de um “nós” separado de um “eles”, com os consequentes medos, expectativas, desejos e aversões, gostos e desgostos, avaliações, juízos e rótulos conceptuais que derivam dessa fictícia percepção de separação.

À medida que aprofundamos a experiência meditativa, vai-se dissipando a ideia de uma separação entre nós e o mundo que é, na verdade, ilusória (como o sustentam as múltiplas tradições contemplativas planetárias e hoje a física quântica) e são abandonadas as fantasias acerca que quem pensamos ser enquanto tomamos consciência daquela que é a nossa realidade profunda, inseparável de todos os seres e coisas. Pela meditação, à medida que vamos despertando a sabedoria de ver a realidade como ela é, para além dos nossos conceitos convencionais, descobrimos uma abertura amorosa e compassiva em relação ao mundo e a todos os seres e uma felicidade de ser que está para além de qualquer experiência ou circunstância e que é, na verdade, aquilo que desde sempre procuramos em tudo aquilo que fazemos.

Tem conotação religiosa


A meditação está hoje a ser (re)descoberta pelos ocidentais, num contexto laico, como forma de treinar a mente para manter uma atenção aberta ou focada, calma e clara na experiência presente, momento a momento, sem juízos, interpretações e rótulos conceptuais. Trata-se de um dos fenómenos histórico-culturais e civilizacionais mais relevantes do final do século XX e do início do século XXI.

A meditação corresponde na verdade a uma sabedoria profunda que parece ser comum a todas as tradições espirituais, sapienciais e religiosas e que está hoje também no centro de uma espiritualidade e uma ética laicas, transversais a crentes e descrentes, religiosos, ateus e agnósticos.

Podemos começar a meditar de várias formas. Uma das possibilidades é procurarmos Mestres, professores ou instrutores com experiência e credibilidade.

Na Visão Pura abrimos várias possibilidades:

- Começar com um desafio de 21 Dias, onde disponibilizamos várias meditações guiadas para o apoiar;
- Fazer um dos nossos cursos online, quer de introdução, que de aprofundamento.
- Assistir a algum dos nossos cursos, workshops ou retiros presenciais.
- Ter um acompanhamento individual (online) através do que chamamos Awareness Coaching.

Escolha, inscreva-se e experimente!

Questões práticas


A meditação deve ser praticada todos os dias?

É importante cultivar uma prática meditativa diária, pois ela permite um treino da mente que nos possibilita levar os benefícios dessa prática para a nossa vida quotidiana. Além da prática sentada, é importante desenvolver gradualmente a capacidade de estarmos plenamente atentos e conscientes nos diferentes momentos e actividades da nossa vida.

Quando tempo devo meditar?

Quando estamos a começar é importante meditar por períodos curtos e em várias sessões. Será adequada, nestes casos, uma prática meditativa de 20 minutos em 1 sessão ou repartidos por 2 sessões diárias. No entanto, devemos praticar onde e quando for possível para nós. Ao aprendermos as técnicas meditativas básicas, podemos usar todas as situações da nossa vida quotidiana como suporte da nossa atenção.

A meditação implica não ter pensamentos?

Pensar é uma função natural da mente. Não devemos, por isso, tentar não pensar quando meditamos. Podemos contudo aperceber-nos que nos perdemos nos pensamentos e, nesse caso, regressar naturalmente ao nosso suporte meditativo. Os pensamentos e a distracção fazem parte da experiência meditativa. Tentar evitá-los e lutar contra eles cria uma ansiedade desnecessária que nos pode desincentivar a praticar. À medida que aprofundamos a nossa experiência na meditação, os pensamentos e a distracção incomodam-nos cada vez menos e podem mesmo passar a ser usados como suporte da nossa prática.

Como posso saber que estou a meditar?

É importante ter em conta que a meditação é um estado de consciência desperta para o que está a acontecer no momento presente. Há, naturalmente, momentos em que estamos perdidos, mas ao tomar consciência dessa distracção estamos já a meditar. São vários os focos meditativos que podem ser usados, como é o caso da respiração, das sensações do corpo e dos pensamentos e emoções, ou podemos simplesmente permanecer em consciência aberta, sem foco, mas um dos indícios de que se está a meditar é saber o que se está a fazer. Se estivermos, por exemplo, a respirar, não estamos apenas a observar a respiração, mas estamos conscientes de que estamos a observar a respiração. E podemos fazer isto em todas as actividades da nossa vida quotidiana.