Mergulhar nas profundezas do Corpo-Cosmos que somos

Entrar nas profundezas do Corpo-Cosmos que somos através do cultivo de uma prática meditativa e contemplativa somática proporciona-nos uma possibilidade de Encontro surpreendente e memorável ao qual se aspira naturalmente a regressar. Este regresso a uma intimidade pura e preciosa, absolutamente genuína e amorosa e ao mesmo tempo assustadoramente desafiante lança-nos naquilo que se pode sentir como um dos maiores reptos da nossa vida.

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Entrar nas profundezas do Corpo-Cosmos que somos através do cultivo de uma prática meditativa e contemplativa somática proporciona-nos uma possibilidade de Encontro surpreendente e memorável ao qual se aspira naturalmente a regressar. Este regresso a uma intimidade pura e preciosa, absolutamente genuína e amorosa e ao mesmo tempo assustadoramente desafiante lança-nos naquilo que se pode sentir como um dos maiores reptos da nossa vida.

O aprofundamento da consciência corporal em dimensões cada vez mais subtis, ricas e vastas permite o reencontro com algo sagrado que é, apenas e só, aquilo que no fundo sabemos ser desde sempre.

A via do Corpo é a via da Vida. A Viagem ao interior deste maravilhoso Corpo físico-cósmico que se atravessa em espaços sucessivos de vibrantes densidades e subtilezas é plena de encontros inusitados e luminosas perplexidades.

Cada sensibilidade consciente e delicadamente repousada num pequeno espaço do corpo é um portão que se abre ao festim de pulsões, sensações, emoções, energias, intensidades e luminosidades, radiâncias e ressonâncias no palco sem fundo daquilo que somos e que de imediato nos rasga, desmascarando aquilo que tão pateticamente nos forçamos a ser. E esses encontros são Pérolas. São a Presença que no Corpo a todo o momento pulsa e que se manifesta em desmedidas e infindáveis expressões desse eterno Cosmos que habitamos.

Entrar no íntimo do Corpo é uma Viagem desafiante e arrebatadora que requer um verdadeiro destemor, porque todos os roteiros e planos e estratégias que possamos pensar em usar, fazem-se e desfazem-se irrisoriamente nas profundezas do desconhecido somático que nos propomos a atravessar.

Entrar Nele é sem mais. Como quem entra nu, sem outras defesas ou protecções que não a radiância de um coração puro, numa floresta selvagem permitindo e aceitando sem quaisquer pretensões de colonização, exploração ou domesticação aquilo que Ele realmente é – consciência, vastidão, caos, compaixão desmedida e puro êxtase. É Corpo.